Próximo encontro: Cronenberg e Kieslowski

O grupo Caleidoscópio continuará, até o fim do ano, debatendo filmes (ou séries, animações etc) escolhidos por seus membros. A proposta visa contribuir com um olhar acerca do mundo contemporâneo por meio dos  filmes e dos livros já trabalhados.

Na reunião desta semana, que será no dia 23, às 9h na sala 57 do ICHS/UFMT, dois longas estarão em debate. Não haverá exibição dos filmes, apenas a discussão sobre as análises feitas pelos membros do grupo que os escolheram. Os interessados no tema devem assisti-los previamente.

Os filmes são:

eXistenZ
O filme de 1999 (uma co-produção entre Canadá e Reino Unido) conta a história de uma respeitada designer de jogos de realidade virtual, criadora de um jogo revolucionário interativo chamado ExistenZ. A designer é vítima de uma intensa perseguição por fanáticos religiosos que querem assassiná-la a qualquer custo. Filosofia, metafísica, política e ficção-científica se fundem neste extraordinário filme de David Cronenberg. A complexidade do filme torna o filme Matrix parecer vídeo game de criança.

Acaso (ou Sorte Cega)

Acaso acompanha Witek, um jovem estudante de medicina que, após a morte do pai, corre para tentar alcançar o último trem para Varsóvia. Partindo desse cenário, o cineasta Krzysztof Kieslowski propõe e explora três diferentes desfechos para a história de Witek, selando seu destino como membro idealista do Partido Comunista, dissidente político e ativista comunitário, ou pai de família pequeno-burguês. Acaso é um estudo sobre o destino, a coincidência e as escolhas individuais. Realizado às vésperas do golpe comunista que condenou à ilegalidade e ao anonimato o principal movimento de abertura política da polônia, o Solidariedade, Acaso foi censurado pelo governo comunista por quase sete anos antes de estrear no Festival de Cannes de 1987

Sessão de cinema: Sublime


Na próxima reunião do Caleidoscópio será exibido e debatido o longa Sublime.

Dirigido por Tony Krantz a partir de roteiro de Erik Jendresen (vencedor do Emmy®), o filme contra a história de George Grieves (Tom Cavanagh), homem de família que dá entrada no Hospital para um procedimento de rotina. Quanto desperta da anestesia, alguma coisa está terrivelmente errada com o George, o hospital e a inexpugnável ala leste, um assustador refúgio de segredos, sexo e terrores cirúrgicos.

O encontro será às 9h na sala 08 do ICHS.

A condição pós-moderna


O próximo livro a ser debatido no Caleidoscópio será "A condição pós-moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural", de David Harvey. A primeira reunião será na próxima na sexta-feira, às 9h, na sala 57 do ICHS/UFMT. O livro já foi lançado há algum tempo, então há alguns exemplares na biblioteca. Também é possível encontrar em sebos físicos e online por cerca de R$ 40,00.

Para ler online no Google Books, clique aqui.

O autor

David Harvey é um geógrafo britânico, professor de universidades norte-americanas. Suas pesquisas são focadas particularmente sobre o estudo das cidades – as análises sobre as implicações econômicas, sobre a arquitetura das cidades e as noções de espaço-tempo discutidas em Condição Pós-Modernasinalizam o diálogo particular de Harvey com a geografia. Condição Pós-Moderna é o seu terceiro livro, tendo sido lançado no Brasil em 1993

Vídeos

Ainda na ativa, Harvey têm sido convocado a analisar as mudanças culturais e econômicas das duas últimas décadas. Exemplo são estes vídeos em que fala sobre a crise econômica mundial.



E a versão em animação:



Lacrimae rerum


Olá pesquisadores do Núcleo de Estudos de Cultura Popular, a próxima reunião do grupo foi alterada para o dia 15 de junho, sexta-feira às 09 horas, no auditório do Museu Rondon. O livro a ser debatido é “Lacrimae Rerum: Ensaios Sobre Cinema Moderno”, de Slavoj Zizek. Todos interessados estão convidados.

Fica a dica para adquirir o livro em lojas online ou no site www.estantevirtual.com.br, o livro custa cerca de 30 reais.

Seguem alguns vídeos sobre o autor.






Mais algumas informações sobre a obra

Lacrimae Rerum reúne um conjunto de ensaios de Slavoj Žižek sobre o cinema moderno, propondo um estudo aprofundado sobre as motivações de diretores renomados internacionalmente como Krzysztof Kieślowski, Alfred Hitchcock, Andrei Tarkovski e David Lynch, até do sucesso de bilheteria hollywodiano Matrix.

Zizek mostra imagens que são tão familiares quanto fabricadas, evidenciando como as histórias, mesmo que críticas, nos fornecem um panorama estático da realidade. São feitas de denúncias cínicas de mazelas, contra-balanceadas por uma crença irracional na ‘essência da situação’, de modo que a ficção concede legitimidade ideológica ao real.

Segundo o autor, em prefácio para a edição brasileira, “embora totalmente desiludidos, tais personagens são daqui e aqui devem ficar, esse sofrimento é seu mundo, eles lutam para encontrar um sentido na vida dentro dessas coordenadas, e não para ir à luta recorrendo a meio radical qualquer”.

Já nas palavras de Sérgio Rizzo, que assina a orelha da obra, “a erudição de Slavoj Zizek não caminha apenas sobre as pedras da filosofia, da psicanálise e da cultura erudita, mas também, e com idêntica desenvoltura, sobre o universo fabular para consumo de massas criado pela indústria do entretenimento, com destaque para a hollywoodiana”.

Sobre o autor
Slavoj Žižek nasceu na cidade de Liubliana, Eslovênia, em 1949. É filósofo, psicanalista e um dos principais teóricos contemporâneos. Transita por diversas áreas do conhecimento e, sob influência principalmente de Karl Marx e Jacques Lacan, efetua uma inovadora crítica cultural e política da pós-modernidade. Professor da European Graduate School e do Instituto de Sociologia da Universidade de Liubliana, Žižek preside a Society for Theoretical Psychoanalysis, de Liubliana, e é um dos diretores do centro de humanidades da University of London. Dele, a Boitempo publicou Bem-vindo ao deserto do Real!, em 2003, Às portas da revolução (escritos de Lenin de 1917), em 2005, e A visão em paralaxe, em 2008.

Trechos da obra
Descartes percebeu que “todos aqueles cujos sentimentos são contrários aos nossos não são necessariamente bárbaros nem selvagens, mas podem ter tanto quanto ou mais razão do que nós”. A ironia é que essa dimensão desaparece precisamente em nossa época, quando a tolerância multicultural é elevada à condição de ideologia oficial. Não deveríamos ficar surpresos ao constatar a ideologia em sua forma mais pura no que Hollywood parece ter de mais inocente: as animações infantis campeãs de bilheteria. “A verdade tem a estrutura de uma ficção” – existe exemplo melhor dessa tese do que animações em que a verdade a respeito da ordem social existente é exposta de maneira tão direta como em nenhuma outra narrativa de cinema, com ato com atores “de verdade”?

O Tempo das Tribos




Olá amigos do Núcleo de Estudos de Cultura Popular e demais estudantes, a próxima reunião está marcada para o dia 27 de abril, sexta-feira, às 09 horas, no auditório do Museu Rondon. O livro a ser debatido é “O Tempo das Tribos”, de Michel Maffesoli. Todos interessados na obra estão convidados. Segue abaixo o link para download do livro em PDF. Abraços!

http://www.adufmat.org.br/attachments/category/19/maffesoli,%20michel%20-%20o%20tempo%20das%20tribos.pdf

Os Tempos Hipermodernos


Retomando as atividades, o Núcleo de Estudos de Cultura Popular – Caleidoscópio, convida seus pesquisadores e demais interessados a participar da primeira reunião de estudos deste ano de 2012. Será no dia 13 de abril, sexta-feira, às 09 horas da manhã, no Auditório do museu Rondon-UFMT. O primeiro livro a ser debatido chama-se “Os Tempos Hipermodernos” de Gilles Lipovetsky. Pode ser baixado em PDF através do link: http://www.mediafire.com/?c25qbyxswbcc4nd.